10º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão

Instituto Liberta patrocinou e participou do 10º Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão

Idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog, em 2009, o prêmio tem como objetivo oferecer aos estudantes de jornalismo a oportunidade de exercitarem um trabalho jornalístico prático e reflexivo desde o projeto de pauta até a realização final de uma reportagem. A ideia é fomentar uma nova geração de jornalistas e comunicadores aptos a exercerem o trabalho com ética, transparência e profissionalismo.

A iniciativa é uma homenagem ao jornalista Fernando Pacheco Jordão, que sempre se preocupou com o desenvolvimento dos jovens profissionais de imprensa, e a Vladimir Herzog, cuja vida foi dedicada a promover um jornalismo de qualidade, verdadeiro e, acima de tudo, responsável. Pacheco Jordão atuou na redação de importantes meios da imprensa nacional, incluindo rádios, jornais de circulação nacional e TVs. Na TV Globo, Jordão editou o Jornal Nacional em São Paulo e tornou-se diretor do Globo Repórter.

O trabalho é norteado por um tema anual e em 2018 a exploração sexual de crianças e adolescentes foi pauta. No ano em que se comemora 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “estudos internacionais demonstram que, lamentavelmente, a exploração sexual de crianças e adolescentes é uma tragédia mundial”, fala Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta. “Portanto não é um problema somente do Brasil, mas aqui ela assume números assustadores. Da mesma forma é alarmante o desconhecimento da sociedade sobre o assunto e, ainda pior, o entendimento de que essa é uma situação normal”.

Segundo as Nações Unidas (ONU), a cada hora 228 crianças – na maioria pobres, negros, indígenas e provenientes de lares desestruturados – são submetidas a essa situação na América Latina e no Caribe, com destaque para o Brasil, que ocupa o primeiro lugar na região.

Os registros oficiais no País informam que todos os anos 500 mil crianças, entre sete e 14 anos, são vítimas da prostituição e outras formas da indústria sexual. No entanto, especialistas acreditam que o número real de prejudicados seja muito maior, por ser pequena a quantidade de casos denunciados.

Os dados e os números são alarmantes e é preciso por luz sobre esta questão. Foi com esta força que jovens jornalistas foram provocados a pensar e investigar a questão profundamente. E para garantir o desenvolvimento profissional dos candidatos e o desenvolvimento de suas propostas, tanto o processo quanto o produto foram orientados por um professor da instituição de ensino do estudante e acompanhados por um jornalista mentor especialmente designado pela organização do Prêmio.

Entre a Comissão Julgadora estavam Fátima Pacheco Jordão (Instituto Vladimir Herzog e família Pacheco Jordão), Luciana Temer ( Instituto Liberta), Ana Caroline Castro (Intercom), Aline Rodrigues (Periferia em Movimento), Ana Luisa Gomes (OBORÉ / Instituto Vladimir Herzog), Dácio Nitrini (Instituto Vladimir Herzog), Giuliano Galli (Instituto Vladimir Herzog), Nemércio Nogueira (Instituto Vladimir Herzog), Carolina Vilaverde (Instituto Vladimir Herzog).

Abaixo, as três propostas de pauta vencedoras da edição 2018 do Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão:

Infância rompida: onde nasce a prostituição
Universidade Federal de Santa Catarina – Florianópolis, SC
Modalidade: Texto
Equipe: Manoela dos Santos Bonaldo, Eduarda Pereira e Carolina Maingué Pires
Professor orientador: Samuel Lima

Pelos rios da Amazônia, a infância perdida
Faculdade de Estudos Avançados do Pará – Belém, PA
Modalidade: Vídeo
Equipe: Samyra Millena Rocha das Mercês e Thâmara Hevila Magalhães
Professora orientadora: Avelina Oliveira de Castro

Rastros Digitais: a rede de exploração sexual infantil em Barra do Garças
Universidade Federal do Mato Grosso – Barra do Garças, MT
Modalidade: Texto
Equipe: Fernando Ribeiro Lino, Suzana Rosa Ataide da Conceição e Jacqueline Rodrigues Vieira
Professor orientador: Augusto Flamaryon Cecchin Bozz

<VOLTAR