Como falar sobre sexting com seus filhos?

Esse é um assunto delicado que tem preocupado muitas famílias. Uma pesquisa feita pela Jama Pediatrics, um dos mais respeitados sites de publicações científicas sobre pediatria, dos Estados Unidos, juntou os dados de nada menos do que 39 estudos sobre sexting  para trazer números mais precisos em relação a esse hábito. O resultado? Cerca de 27% dos jovens, entre 12 e 17 anos, recebem mensagens de texto, vídeo ou foto com conteúdo sexual em seus celulares ou em seus computadores.

De acordo com material publicado pela SaferNet Brasil, associação civil sem fins lucrativos que trabalha na garantia e promoção dos direitos humanos na Internet, o uso da tecnologia pode favorecer uma exposição maior do que a presencial. Isso porque diante do computador ou do celular, as crianças e adolescentes nem sempre percebem a dimensão do perigo ao compartilhar uma foto ou um vídeo, muitas vezes em situações provocantes ou mesmo explícitas.

Segundo os especialistas no assunto, o melhor jeito de enfrentar o problema é:

Falar abertamente com seus filhos: ou seja, por mais difícil que seja, evite adiar a conversa. Para começar, escolha um bom momento para ambos. Por exemplo, não tente falar sobre isso na noite anterior a um exame ou se você precisa sair em dez minutos. Dificilmente, haverá um momento perfeito para esse tipo de conversa mas lembre-se que o ótimo é inimigo do bom. Aproveite a oportunidade e abra o jogo sem medo.

 

Abordar o tema sem alarme: não comece perguntando se seus filhos enviaram fotos comprometedoras ao namorado ou à namorada. Certifique-se de que eles entendam que, quando uma foto é compartilhada, não é possível controlar o que acontece com ela, mesmo que a pessoa que recebeu seja considerada de confiança. Ninguém sabe o que pode acontecer no futuro.

Fazer com que seus filhos compreendam que não devem nada a ninguém: ajude-os a perceber que um relacionamento amoroso deve envolver confiança mútua e que não implica em nenhum tipo de obrigação. Se eles estão sendo coagidos, intimidados ou até mesmo chantageados, por exemplo, assegure-os de que eles não precisam fazer coisas que não querem, e que você os ajudará a encontrar uma solução.

Pedir ajuda se necessário: caso algum desconhecido solicite uma foto ou um vídeo dos seus filhos, não pense duas vezes em denunciar o caso à polícia. Não ameace tirar o telefone, simplesmente explique a gravidade do problema e que é preciso ajuda externa para resolver a questão.

 

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