Jornada de rodas de conversa

Lançada em fevereiro de 2018, a Jornada de rodas de conversa é um projeto do Instituto Liberta realizado nas diretorias de ensino da rede estadual de Educação de São Paulo. O objetivo dos encontros, que reúnem professores-coordenadores, supervisores de ensino, técnicos pedagógicos, vice-diretores, professores da Escola da Família e professores mediadores de conflitos, é capacitá-los para identificar casos de exploração sexual de crianças e adolescentes e orientá-los a agir de forma integrada no combate ao problema. “Vamos conversar com cinco mil profissionais, que irão mobilizar 200 mil professores da rede estadual”, explica Cristina Cordeiro, diretora adjunta do Liberta e responsável pela condução dos encontros. Ao longo do ano serão realizadas 182 rodas nas 91 diretorias de ensino do estado.

Jornada de rodas de conversa tem o apoio da Columbia University – a ideia é promover uma troca de experiências entre os professores paulistas e americanos para aprofundar o conhecimento no tema.

Pauta dos encontros

  • Apresentação do Instituto Liberta – missão, objetivos e ações de campanha.
  • Parceria com a Columbia University para formação e intercâmbio de experiências bem-sucedidas entre os professores.
  • Apresentação do vídeo da campanha Números e reflexão a respeito dos dados da exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.
  • Apresentação do vídeo Escolhas e reflexão acerca da raiz do problema, legislação brasileira e os diferentes tipos de exploração sexual de crianças e adolescentes, de acordo com a região do país.
  • Apresentação do vídeo Pense Nisso e reflexão a respeito das consequências da exploração sexual na vida das crianças e adolescentes.
  • Sensibilização a respeito dos mitos e fatos que envolvem a vida das meninas exploradas sexualmente por meio da leitura de trechos de depoimentos.
  • Formas de denunciar e fluxo do atendimento das organizações públicas após as denúncias.
  • Mapeamento do atendimento público e de organizações sociais no município.
  • Plano de ação para o trabalho em rede contra a exploração sexual.

No final do encontro, os profissionais se dividem em pequenos grupos e escrevem uma síntese do tema, ou seja, a mensagem mais importante que ficou na cabeça deles – e que será compartilhada com os demais.