Histórico

O Instituto Liberta nasceu no final de 2016 do desejo de um filantropo, Elie Horn, que como membro do Giving Pledge assumiu o compromisso de doar parte do seu patrimônio pessoal para causas sociais e elegeu como grande missão combater a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.

O Liberta tem como missão combater a exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil em todas as suas formas.


O Problema

A exploração sexual de crianças e adolescentes não é um problema do Brasil, trata-se, infelizmente, de uma questão mundial, como aponta estudo realizado recentemente por organizações internacionais compromissadas com o tema e que resultou em um relatório de referência, o The Global Study Report on Sexual Exploitation of Children in Travel and Turism, que aborda a problemática sobre o ângulo do turismo sexual.

No Brasil, a exploração sexual de crianças e adolescentes tem números assustadores. Da mesma forma é assustador o desconhecimento da sociedade e, quando não nos deparamos com o desconhecimento, enfrentamos justamente a naturalização da situação.

Estamos falando de milhares de meninas e meninos que se submetem a uma vida indigna, que vai trazer consequências traumáticas quase insuperáveis. Diante deste quadro, entendemos que o papel do governo e da sociedade civil segue em duas direções: resgatar estas meninas e meninos que já se encontram nesta situação e, sobretudo, evitar que outros ingressem.

O estudo referido aponta para o fato de que uma das estratégias mais importantes para o combate a exploração sexual é justamente a conscientização social. Só assim conseguiremos chamar a atenção de todos e também “desnaturalizar” este comportamento perverso e criminoso.


Enfrentamento do Problema

Sabemos da complexidade da questão e que, portanto, qualquer proposta de enfrentamento é também de grande amplitude e complexidade, envolvendo vários e diferentes atores. Acreditamos que o caminho para erradicar a exploração sexual de crianças e adolescentes passa pelos seguintes passos:

– Conscientizar as pessoas da gravidade do problema, desnaturalizando essa pratica em parte incorporada e aceita socialmente.
– Estimular a sociedade a denunciar.
– Trabalhar com o aprimoramento da rede de proteção da criança e adolescente, o que envolve desde a prevenção até a recuperação das criança e adolescentes já cooptados.
– Trabalhar com o aprimoramento do sistema de justiça nesta questão.
– Trabalhar pelo aprimoramento da legislação sobre o tema.
– Melhorar a qualidade da informação e dados sobre o problema.