Onde a exploração sexual acontece com mais frequência no Brasil?

 

Nas rodovias É na beira das estradas que crianças e adolescentes, especialmente as meninas, ficam suscetíveis à exploração. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, há quase dois mil pontos propícios à prática desse crime nas rodovias brasileiras. Os atos sexuais geralmente acontecem em barracas de alimentação ou no pátio de postos de abastecimento. Minas Gerais, Bahia e Paraná são os estados que apresentam o maior número de locais vulneráveis. O programa Na Mão Certa, idealizado pela Childhood Brasil – uma das organizações parceiras do Liberta – combate a exploração nas estradas conscientizando os caminhoneiros sobre a importância de se proteger os direitos das crianças e dos adolescentes. Para saber mais, acesse http://liberta.org.br/anjos-da-estrada/

Nos rios A exploração de crianças e adolescentes ocorre nos portos e também nas embarcações, sobretudo na região norte do Brasil, onde o transporte fluvial de cargas e de pessoas é muito utilizado. As meninas que moram em comunidades ribeirinhas são as principais vítimas – elas são exploradas, muitas vezes com o consentimento de uma pessoa da família, em troca de alimentos, roupas e combustível. Recentemente, o programa Na Mão Certa, que comentamos acima, foi estendido às rotas fluviais do Pará. Saiba mais aqui: http://liberta.org.br/anjos-dos-rios/

Na área do turismo Em viagens de lazer ou de negócios, muitos turistas – estrangeiros inclusive – acabam se envolvendo sexualmente com crianças e adolescentes. O crime geralmente é cometido em pequenas hospedagens, onde a fiscalização dificilmente chega, e é intermediado por pessoas ou serviços (bordéis e clubes noturnos, por exemplo). A região nordeste do Brasil é a mais afetada pelo turismo sexual.

Na construção civil Casos de exploração infantojuvenil acontecem com frequência em torno de obras e empreendimentos de infraestrutura, pois atraem um grande número de trabalhadores para o local. Como eles se deslocam para o endereço da construção sem a família, acabam se sentindo estimulados a explorar crianças e adolescentes sexualmente em troca de alimentos ou uma pequena quantia de dinheiro.

Nos eventos culturais e festas populares Ao reunirem uma enorme quantidade de pessoas, as atividades festivas – o Carnaval, por exemplo – aumentam a vulnerabilidade de crianças e adolescentes. A exploração torna-se possível graças à ação de intermediários e agenciadores, que lucram com esse “negócio” apresentando as vítimas aos criminosos e ficando com uma parte do pagamento.

No mundo da moda Para alavancar a carreira de modelo, muitos garotos e garotas, principalmente os que passam a viver longe das suas famílias, transformam-se em vítimas de exploração sexual. Há também falsas agências no mercado, que praticam o tráfico de crianças e adolescentes com essa finalidade.

 

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