Qual a diferença entre exploração sexual e abuso?

Responda rápido, você sabe a diferença entre exploração e abuso sexual? Seja qual for a sua resposta, saiba que existe muita confusão sobre o assunto. Veja a seguir a definição de cada um deles e como impactam as crianças e os adolescentes:

Abuso sexual: em geral, é cometido por pessoas muito próximas à criança — avôs, tios, irmãos, padrastos, o pai, em alguns casos até a mãe e amigos da família. Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, não é uma questão típica dos países subdesenvolvidos e também não escolhe classe social. O alvo preferencial do abusador são as garotas, numa extensa faixa que vai de 0 a 14 anos, mas isso não quer dizer que os meninos fiquem de fora. Não é preciso haver contato físico para caracterizar o abuso sexual. Nessas situações, que totalizam cerca de 70% dos casos, de acordo com o Guia escolar: métodos para identificação de sinais de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes (Secretaria Especial dos Direitos Humanos/MEC), o agressor se contenta em ver a criança tomar banho, pede que se dispa na sua frente, mostre o órgão genital, dance nua ou simplesmente sente no seu colo. Por outro lado, existem aqueles que não se satisfazem apenas em observar de longe e não colocam limites para a conquista do prazer. Atos como sexo oral, anal, masturbação, penetração com os genitais ou dedos fazem parte de seu repertório de perversões.

Criança tem que brincar e estudar. A exploração sexual de crianças e adolescentes é crime.

Exploração sexual: o termo vem sendo usado para designar uma prática muito antiga, a prostituição de crianças e adolescentes. Porém, de acordo com Luciana Temer,  diretora-presidente do Instituto Liberta, esta definição é equivocada: “quando um menino ou uma menina aceita ter relação sexual em troca de algo, eles deixam de ser vistos como vítimas pois há uma suposição de que estão fazendo por que querem. Nessa idade, eles não têm consciência para fazer uma escolha desse tipo. Cabe a nós, sociedade brasileira, protege-los.

 

Um outro engano, é associar a exploração sexual a uma única atividade: a da comercialização do corpo. Na verdade, ela se divide em cinco modalidades como você verá a seguir:

 

Oferta de sexo para a obtenção de favores variados: se caracteriza quando crianças e adolescentes mantêm relações sexuais com adultos em troca de comida, de uma noite em um hotel ou de dinheiro para adquirir drogas ou bens materiais como tênis, celulares ou roupas de marca.

 

Tráfico: voltado para a exploração sexual de crianças e adolescentes envolve algumas modalidades como cooptação e/ou aliciamento, rapto entre outras. Ocorre de forma disfarçada por meio de agências de modelos, turismo, trabalho ou namoro-matrimônio.

 

Pornografia: é a exposição de pessoas com suas partes sexuais visíveis ou atos sexuais em revistas, livros, filmes e, principalmente, na web com fins comerciais. O ato é considerado crime tanto para quem fotografa quanto para quem comercializa ou mostra as imagens.

 

Exploração sexual agenciada: intermediada por uma ou mais pessoas ou serviços. As crianças e adolescentes pagar um percentual do que ganham em troca de itens de subsistência e proteção durante a realização do trabalho. Normalmente, se transformam em reféns dos seus agenciadores caracterizando uma relação de semiescravidão.

 

Exploração sexual autônoma: é a prática de atos sexuais mediante pagamento. Por falta de informação, a exploração sexual é a principal estratégia de sobrevivência para muitas crianças e adolescentes em situação vulnerável. A exploração se dá na rua ou em programas negociados por telefone.

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