Qual é o perfil de um explorador sexual? E o de um abusador?

Esqueça a ideia de que o agressor de crianças e adolescentes é sempre um psicopata, um tarado que todos reconhecem na rua, um depravado sexual, um homem de idade avançada, um alcoólatra ou um homossexual. Quem comete crimes contra meninos e meninas não apresenta um perfil ou comportamento específico, ou seja, qualquer pessoa pode ser um potencial abusador e/ou explorador. Portanto, não dá para definir as características físicas e psicológicas desses criminosos.

Não sabe a diferença entre abuso e exploração sexual? O abuso geralmente é cometido por pessoas que fazem parte do convívio social de crianças e adolescentes – as principais vítimas são meninas de 0 a 14 anos. Não há dinheiro ou gratificações envolvidas nesse ato criminoso. A exploração caracteriza-se pela relação sexual de uma criança ou adolescente com adultos, mediada por um pagamento em dinheiro ou por qualquer outro benefício, como roupas, celular, comida, abrigo e carona (veja outras informações em http://liberta.org.br/para-nao-errar-mais/).

No caso do abuso, pai, mãe, tios, primos, avós, padrasto, madrasta, vizinhos, amigos da família, professores, cuidadores e líderes religiosos, ou seja, pessoas que fazem parte do dia a dia da criança – e mantêm um laço afetivo com ela – são os principais agressores. Já os exploradores também podem ser todas as pessoas citadas acima. No entanto, agenciadores, rufiões, cafetões e cafetinas aparecem com frequência nesse tipo de crime. Crianças e adolescentes pagam a eles um percentual do que ganham em troca de residência, alimentos, roupas, transporte e proteção durante a realização do trabalho. O que normalmente acontece é que eles se transformam em reféns dos seus agenciadores, criando uma relação de semiescravidão.

A pornografia também é uma modalidade de exploração sexual infantojuvenil – são consideradas criminosas tanto as pessoas que fotografam ou expõem crianças nuas ou em posições sedutoras com objetivos sexuais quanto aquelas que mostram fotos, vídeos ou cenas pornográficas para os pequenos.

Vale reforçar que a violência sexual, seja ela na forma de abuso ou exploração, está presente em todas as classes sociais e é cometida por indivíduos de todas as raças, credos e orientações sexuais. Por isso é importante ficar sempre atento para proteger crianças e adolescentes. Se souber de algum caso, denuncie! Use o Disque 100 ou o aplicativo Proteja Brasil, disponível para iOS e Android. Outra opção é procurar o Conselho Tutelar da sua cidade.

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